Ode à azeitona
Oh azeitona
Oh doce fruto d’oliveira.
Que me completas com tua suavidade
Com tua cor negra,
Negra como os olhos,
De quem apenas quer dar prazer.
E teu doce sabor agridoce,
Tingido, pela madeira de que provéns
Madeira robusta!!
Que nos aquece, conforta
E que nos deu este seu fruto
Seu delicado fruto
Cujas esperanças iluminam
As velhas candeias
Luz suave e aveludada
Como sua carne,
Entre meus lábios
Desgastada apenas pela memória
Do fatídico dia no qual
Trinquei um caroço
E parti um dente