sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Ode à azeitona - MARCELO DIAS, 12F

 Ode à azeitona 


Oh azeitona 

Oh doce fruto d’oliveira.

Que me completas com tua suavidade 

Com tua cor negra,


Negra como os olhos,

De quem apenas quer dar prazer.

E teu doce sabor agridoce,

Tingido, pela madeira de que provéns 


Madeira robusta!!

Que nos aquece, conforta

E que nos deu este seu fruto


Seu delicado fruto

Cujas esperanças iluminam

As velhas candeias


Luz suave e aveludada

Como sua carne,

Entre meus lábios 


Desgastada apenas pela memória 

Do fatídico dia no qual

Trinquei um caroço 

E parti um dente 


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

D. Sebastião - DIOGO PEREIRA, 11A

D. Sebastião estava a guerrear
Todos os mouros o queriam matar
A pátria era grande, o amor à nação maior
Uma seta em chamas foi o seu derradeiro oponente
Mas deitado a morrer, ainda conseguiu dizer:
"Amor é fogo que arde sem se ver"!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

POEMA À CÂMARA FOTOGRÁFICA - Beatriz, 11A

Querida câmara fotográfica,
Este poema é dedicado a ti,
Tu, que nos ensinas a interpretar o mundo
Tu, que ensinas os nossos olhos a ver coisas maravilhosas
Coisas essas, que nunca veríamos sem ti;

Pobre câmara,
Tu, que és tão manipulada por nós
Nós, que saboreamos belos momentos, pelo tempo que quisermos
Enquanto tu vives só a fração de segundo que captas;

No entanto,
Saboreamos efemeramente esses momentos,
E tu guarda-los para sempre dentro de ti;
As fotografias são momentos
Que o tempo nos rouba,
Mas que conseguimos reviver
Com a tua ajuda.


Beatriz Vieira
11º A Nº 25



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Memórias - Raquel

Tudo o que faço são momentos presos no tempo
Esquecidos no momento
Ou relembrados por um segundo
Ondas remexidas pelo vento
Que mais parecem uma ilusão

Raquel Costa nº23 10ºF

As melhoras da morte - Raquel

Assim que as trevas chegam cheias da indispensável escuridão,
Esmagam aquela réstia de força,
Arrancam a paixão!
Tudo desvanece, só porque a morte carece

Daquele incauto vermelho.
A dor insaciável permanece, quando a escuridão desaparece.
Lá vem aquele fulgor repleto de amor
A mente fortalece a paixão,

As trevas esperam e investem
A jornada chega ao fim
A vida caiu na emboscada da morte
Baixou a guarda
E, assim, terminou tão bela flor.


Raquel Costa, nº 23 10º F

segunda-feira, 31 de março de 2014

Sudoeste indiano - Tiago Teixeira

sudoeste indiano que
serpente toca guitarra
solar e sair do amplificador
cair da caixa e poeira no ar

criar e destruir noutra dimensão
roxa no ar cinzenta no chão
voar em transe
cair e saltar
até ao sexto andar
ir lá a cima e voltar
tudo na mesma
roxo no ar

homens chegam em pedaços de metal
ousadia a correr nas veias
de conquistar longe de casa

caves escuras, minas de ouro
sons metálicos ouvem-se ao fundo
homens chegados nos pedaços de metal
escavam escavam lá no fundo

conquistar o que não deles é



Tiago Teixeira 

MAR - VV AA

MAR


O mar faz-me viver
E conseguir entender a história
Do sim que vem
João Tojeira


Olhar o mar
E sentir a brisa a bater nas ondas
Das lágrimas sentidas
Miguel

HORIZONTE - VV AA

HORIZONTE

Uma linha que separa a realidade dos sonhos
Francisco Vazão


Aquela incerteza no fundo
Leonor

És algo que não tem fim
Mas todos querem cruzar-te
António Trovão

Linha imaginária
Que prende o homem à terra firme
Daniel Constantino


Irás proteger-me sempre
Quer eu queira, quer não
Patrícia Ribeiro

Parece que tenho arame farpado nos ouvidos
António

Quando penso em ti
Quero sempre deixar-te orgulhosa
Gosto de pensar que estás feliz
Aí na tua
Anónimo

Um horizonte indescritível
Onde tudo é perfeito
Apesar de desconhecido
Neuza

Esperar no horizonte o aparecer
O nascer na mais brilhante pérola dos céus
Miguel

De fim e início incertos
Fico de braços abertos
Rodrigo

Horizonte sou eu
Quando estou a alucinar
Inês Costa

Isso é o mistério da saudade - Inês Costa

Isso é o mistério da saudade,
Apenas memórias que restam do que foi embora,
não derrames mais lágrimas
Corre e foge deste mundo sem sentido,
Tudo é perfeito demais e nada é normal.
Afinal o normal é anormal,
Tudo é diferente, tudo é igual.
Variamos a pessoa que somos
Conforme as ondas do mar.

Inês Costa

MÓNICA - João Machado

MÓNICA

Pela vida
Nessa rua
Tua voz
Ressoa longe
Braço vi
Barco velho
Chão infinito
Num caminho
Nada faço
Sobrevivo
Com esperança
Num filho novo
O reacender
De uma velha
Chama.


João Machado

LUA - VV AA

LUA

Lua bela e única
Não te vás embora,
A noite ainda agora começou
Renata Gomes

A caminhar pelas crateras
Em busca de algo, talvez de ti
Pensando e olhando para o mundo
E esperando por ti
Sentir o nosso amor cravado no chão
Sem oxigénio, sem vida,
Apenas tu e eu,
Caminhando por mundos opostos
Miguel

Lua, porque olhas para mim?
Esses olhos sedutores, essa tua cara
Que me transmite segurança
Lua, não me abandones, astro guiador,
Lâmpada de Aladino
Lua, ninguém te substitui
Ės única, és minha
Duarte

Ė envergonhada
Apenas reflete a luz e não brilha
Apenas mostra uma face
Será porque tem medo?
Nuno

A lua, um satélite natural curioso.
Já a visitámos
Várias vezes, mas ela fica melhor
Com a companhia do sossego.
Patrícia Canhão

A lua é estranha!
Como pode uma coisa tão brilhante
Viver em tanta escuridão?
Áurea

Lua, ual, alu, aul, lau, ula
Patricia Jorge

Brincadeiras ou apenas pensamentos,
Pensamentos sobre brincadeiras
Brincadeiras sobre pensamentos
Patricia Jorge

Tu iludes-me o caminho
Tornas tudo mais claro
Deixei de ter medo de andar sozinho
Pedro Leal

Quando olhamos para a lua vemos a pessoa de quem mais gostamos
Tiago Pires

Nem os trovões a param
Nem nada a destrói
Apesar das feridas que já tem
Leonor

Sombria e sorrateira
Aparece e desaparece
Mas sentimos o seu poder
Leonor

Afinal, o bem
É uma ilusão
Que vive na lua
Matando-nos por dentro
Beatriz

À noite sorri
De dia desaparece no horizonte
Porque roda lentamente
À procura do sol
João Tojeira

Parece sozinha no grande manto preto que está iluminado
Por pequenas luzes
A lua sabe, a lua sente
Carolina

Será a luz que numa noite de solidão
Nos traz a esperança necessária?
Ou apenas está lá,
Parada, inocente, serena?
André Santos

A lua caiu, a noite morreu, o sol chorou,
Meteoritos caíram,
A multidão apavorada correu correu em vão
Olhem só! O que é aquilo?
A lua está ali, radiante,
Mais forte do que nunca,
Mas será mesmo a lua?
André Nogueira

À noite olho para a lua
E começo a pensar
Como teria sido a minha vida
Se estivesses lá,
Que memórias teria eu
Dos países que juntos
Teríamos conhecido
Lúcia

Sonhos de castelos e princesas
E um dragão por derrotar
Sonhos de astronauta
Pela lua a flutuar
Renato

Eras malvadas, pessoas corrompidas
Porque tem a noite de prevalecer sobre o dia?
E quem será a minha lua?
Francisco Silveiro

De repente aparece o dragão
Com cara de mau
Mas não me assusta não
Estou quase a derrotá-lo
Mas ele com as suas bombas
Atinge a lua
Pobre lua, agora está magoada, triste, ferida
Uma ferida enorme
Maior do que a sua maior cratera
Revoltada, ameaça destruir
O jogo do Mário
E tudo graças ao otário do dragão
Que faz tudo ao contrário.
E nesta viagem no tempo
Reparo que isto não pode acontecer
Porque o Mário faz parte da infância
Neuza

Para quê escrever - Ana

Para quê escrever
Se o que sinto
Não tem palavras


Ana

Durante o dia - Inês Cabral

Durante o dia
Ouço os sons dos pássaros
E todos os sons maravilhosos da natureza
Levanto a cabeça em direção ao céu
E vejo as nuvens a passar
Com o tempo


Inês Cabral

Limbo, nirvana, um estranho sonho - Francisco Vazão

Limbo, nirvana, um estranho sonho
Um sonho
Mas também uma realidade
Que ainda não é realidade
À espera de ser levada
Pelo maluco que acreditar nela


Francisco Vazão

Por mais que viaje - Francisca

Por mais que viaje pelos meus velhos pensamentos
Tudo o que encontro são lembranças e lamentos
De quem tentou criar novos tempos


Francisca

Um raio de sol neste mundo hipnotizante - Raquel Costa

Um raio de sol neste mundo hipnotizante
Uma paixão contagiante
Numa selva perdida onde tudo se esconde e se descobre


Raquel Costa

Sofro todos os dias

Sofro todos os dias
Enervada e angustiada
Sem saber porquê

Alexandra F

Seres rastejantes - Raquel Costa

Seres rastejantes, sem escrúpulos
Procuram vingança enquanto pensam que têm o rei na pança


Raquel Costa

Noite misteriosa na Arábia - Rita Gageiro

Noite misteriosa na Arábia
Aparece um ovni
Aterra e saem dele aliens a dançar a dança do ventre
Levam alguém para dentro do seu transporte


Rita Gageiro

Corro à procura de ti

Corro à procura de ti
Onde estás?
Ainda tenho de esperar muito?